Ex-governador critica modelo atual e afirma que regularização não pode virar fonte de arrecadação. Proposta de Arruda prioriza moradores antigos e rejeita derrubadas de casas habitadas
Por Diário de Notícias
A discussão sobre a regularização fundiária voltou a mobilizar moradores da Ponte Alta neste sábado (21), durante um encontro político que reuniu lideranças locais e famílias da região. Presente no evento, o pré-candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda destacou que a falta de uma solução definitiva para a situação dos lotes representa um dos maiores entraves ao desenvolvimento da cidade.
Ao abordar o tema, Arruda defendeu que o processo de regularização precisa ser conduzido com critérios sociais, respeitando a história de quem ajudou a consolidar a região. Segundo ele, a cobrança deve se limitar ao valor da terra nua, sem incluir custos adicionais que, na prática, inviabilizam a legalização para muitas famílias.
O pré-candidato fez críticas diretas ao modelo atualmente adotado pela Terracap, avaliando que a política aplicada trata a regularização como oportunidade de arrecadação, e não como instrumento de justiça urbana. Para Arruda, esse formato desconsidera o fato de que a própria população foi responsável por implantar parte significativa da infraestrutura local ao longo dos anos.
Durante a conversa com os moradores, Arruda também ressaltou que a insegurança jurídica alimenta ciclos de promessas que se repetem a cada eleição, sem que a regularização seja, de fato, concluída. Ele afirmou que sua proposta, caso chegue ao governo, é garantir a legalização dos lotes de forma ampla, alcançando tanto áreas ocupadas quanto aquelas ainda não edificadas.
Outro ponto destacado foi a defesa de uma política sem derrubadas de residências habitadas. Arruda argumentou que a regularização deve servir para proteger famílias e assegurar estabilidade, e não para gerar medo ou expulsões em comunidades já consolidadas.
O pré-candidato ainda afirmou que pretende estabelecer um compromisso para que os recursos arrecadados na Ponte Alta sejam reinvestidos na própria região. A proposta prevê que os valores pagos pelos moradores retornem em forma de obras, serviços e melhorias estruturais, fortalecendo o vínculo entre regularização e desenvolvimento local.
O encontro evidenciou que a regularização fundiária segue como uma das principais demandas da Ponte Alta e permanece no centro do debate político regional. Em um cenário pré-eleitoral, o discurso de Arruda busca dialogar diretamente com moradores que aguardam, há décadas, uma solução definitiva para a situação fundiária da cidade.
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