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Empresário cobra explicações e alerta: patrimônio do DF não pode pagar por erros do governo

Empresário Carlos Tabanez cobra transparência do GDF e da CLDF sobre alienação de bens públicos após compra do Banco Master

Gemini IA

“O governo evita responder a pergunta mais básica: se a operação era segura, por que agora precisa alienar patrimônio público para socorrer o banco?”


Por Diário de Notícias *com informações TBZ

A proposta do Governo do Distrito Federal de alienar imóveis públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília passou a ser alvo de duras cobranças do empresário Carlos Tabanez, que questiona a condução da compra do Banco Master e a atuação da Câmara Legislativa no processo. Para ele, a população do DF não pode ser chamada a pagar a conta de decisões políticas tomadas sem o devido nível de transparência e fiscalização.

Segundo Tabanez, a aquisição do Banco Master foi apresentada como uma estratégia de crescimento, mas avançou de forma acelerada, sem que os riscos financeiros e patrimoniais fossem devidamente expostos à sociedade. “Não houve um debate profundo, nem esclarecimentos técnicos compatíveis com o tamanho da operação. Agora, tenta-se resolver o problema com a alienação de bens que pertencem a todos os brasilienses”, critica.

Carlos Tabanez - Foto: Carlos Gandra/CLDF

O empresário também aponta a corresponsabilidade da CLDF, que, em sua avaliação, falhou ao não exercer fiscalização rigorosa no momento da compra e, agora, é pressionada a aprovar medidas que autorizam a alienação de imóveis estratégicos do DF. Para ele, trata-se de uma continuidade institucional que transfere o ônus do erro para o patrimônio público.

A cobrança se intensificou com o envio do Projeto de Lei 2165/2026, que autoriza a alienação de imóveis em áreas valorizadas como SIA, Guará, Lago Sul, Taguatinga e SMAS. Na visão de Tabanez, o discurso de “ajuste” ou “modernização” esconde um fato central: a tentativa de mitigar os impactos de uma decisão mal dimensionada por meio da liquidação de ativos públicos.

O Centro Administrativo do Distrito Federal foi o primeiro projeto no Brasil que fez uso da tecnologia em grande escala — Foto: divulgação


“O governo evita responder a pergunta mais básica: se a operação era segura, por que agora precisa vender patrimônio público para socorrer o banco?”, questiona. Para ele, uma operação sólida não exige esse tipo de remendo financeiro.

Tabanez alerta ainda para os efeitos de longo prazo da medida, como a redução da capacidade de investimento do Distrito Federal, a perda de ativos estratégicos e a criação de um precedente perigoso, em que erros administrativos são seguidos pela alienação de bens coletivos.

Ao final, o empresário defende que a CLDF assuma seu papel institucional e atue em defesa do Distrito Federal, e não como avalista político do governo. “Fiscalização, independência e responsabilidade não são opcionais. O patrimônio público não pode ser tratado como moeda de troca para encobrir decisões equivocadas”, conclui.

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