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Derrubada em Santa Maria mostra falhas do GDF, gerando revolta entre moradores com liminar judicial. Esse é o cartão de visitas do governo Celina Leão

Operação na AC 404 levanta críticas à gestão de Celina Leão, diante de denúncias de descumprimento de decisão judicial e ausência de assistência às famílias desalojadas

Imagem gerada por IA

Da Redação

Moradores da região conhecida como AC 404, em Santa Maria Sul, enfrentam dias de angústia após a derrubada de residências em uma operação conduzida pelo DF Legal. A ação, além de deixar famílias desalojadas, passou a ser alvo de duras críticas pela forma como foi executada e pela ausência de suporte do poder público.

De acordo com relatos, a operação teria ocorrido mesmo diante de uma decisão liminar que suspendia qualquer tipo de demolição na área. A determinação judicial, atribuída ao juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, previa a paralisação das ações até a análise completa do processo de regularização fundiária.

Apesar disso, moradores afirmam que equipes do DF Legal avançaram sobre a área, derrubando estruturas e retirando pessoas de suas casas. “Recebemos a decisão na terça-feira, mas hoje chegaram derrubando tudo”, relatou um residente.

Assista:


A condução da operação também é alvo de reprovação quanto à forma. Segundo moradores, houve retirada forçada de famílias, incluindo crianças e pessoas com necessidades especiais, em meio a cenas descritas como de desespero e falta de sensibilidade.

Um dos episódios mais críticos ocorreu quando uma moradora passou mal durante a ação. Sem qualquer estrutura de atendimento no local, ela precisou ser socorrida por vizinhos e populares, caracterizando, segundo relatos, a ausência total de suporte emergencial por parte do governo.

A falta de assistência às famílias desalojadas é outro ponto que intensificou as críticas. Não houve, segundo os moradores, oferta de abrigo, apoio social ou orientação por parte do Governo do Distrito Federal. Muitas famílias ficaram à própria sorte, dependendo da solidariedade de vizinhos para conseguir abrigo temporário.

Assista:


Outro fator que agrava a situação é o perfil das famílias atingidas. Segundo relatos, muitas residem na área há mais de 30 anos e aguardam a regularização fundiária, que estaria em andamento na Justiça. Para esses moradores, a derrubada representa não apenas a perda material, mas o fim de uma história construída ao longo de décadas.

A operação também ganhou forte conotação de reprovação, por acontecer como sendo um dos primeiros atos da gestão da governadora Celina Leão, que deixa o seu cartão de visitas para àqueles moradores que sentiram na pele o peso de perderem seus lares. A ação marca um início de governo marcado por insensibilidade social, ao atingir diretamente famílias de baixa renda sem oferecer alternativas, ao contrário do que prega Celina em seus discursos.

Enquanto isso, o DF Legal sustenta uma versão diferente. Em nota, o órgão afirma que a operação teve como objetivo conter o parcelamento irregular do solo e que apenas construções inabitadas foram removidas. A secretaria também alegou que houve reincidência por parte de ocupantes, que teriam retomado obras dias após uma fiscalização anterior.

A versão oficial, no entanto, contrasta com os relatos dos moradores e com as imagens que circulam nas redes sociais, onde aparecem cenas de desespero, retirada de pertences e acusações de truculência na ação.

O episódio mostra a necessidade de uma ampla discussão sobre regularização fundiária no Distrito Federal e levanta dúvidas sobre a condução de políticas públicas voltadas à moradia, principalmente para população de baixa renda. Ações desse tipo, sem planejamento social e respeito a decisões judiciais, tendem a agravar ainda mais a vulnerabilidade de comunidades já fragilizadas.

Nas redes sociais, a repercussão dividiu opiniões. Enquanto parte dos usuários criticou a ação e destacou a desigualdade social como fator determinante para ocupações irregulares, outros defenderam a atuação do governo, apontando impactos negativos dessas ocupações na infraestrutura urbana.

Apesar da divergência de opiniões, um ponto é consenso entre os moradores afetados: a sensação de abandono. Sem respostas claras e sem apoio institucional, muitas famílias seguem tentando reconstruir suas vidas após perderem suas casas.

A reportagem segue aberta para manifestações oficiais sobre eventuais providências e apoio aos atingidos.

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